Engraçado, me lembrei de um fato curioso que me ocorreu quando estava na quinta série. Ainda estudava no Sesi de minha cidade e tinha o costume de ir de bicicleta pra aula. Pois bem, tem uma declive na direção da escola, bem no quarteirão da minha casa.
Eu, molecão de tudo descia esse declive sem as mãos no guidão da bicicleta, e pra minha surpresa, bem nesse dia específico tinha uma pedra no meio do caminho. Sim, no caminho tinha uma pedra. Sem as mãos no guidão acabei passando por cima da pedra e perdendo absolutamente o controle da bicicleta. Me espatifei no chão e acabei rolando uns 15 metros. Foi feio o negócio. Ninguém na rua viu, mesmo porque eram 7 horas da manha de um bairro muito tranqüilo.
Resultado: Minhas costas inteira estavam arranhadas pelo asfalto, a mão esquerda a qual eu havia caido em cima estava quebrada e estava toda arranhada também, dilacerada. Sujo e com o uniforme da escola todo sujo.
Não me lembro de detalhes, pois foi um episódio bem doloroso na minha vida, mas o mais curioso é que mesmo a um quarteirão de casa, a caminho da escola eu fiz questão de não avisar ninguém sobre o acidente, fui pra escola normalmente. Só me lembro de colocar a mão em baixo da carteira pra ninguém reparar que eu estava com ela quebrada, toda dilacerada. E assim seguiu normalmente, até o final, quando voltei de bicicleta pra casa e contei a minha mãe.
Até hoje me pergunto o porque de eu não ter voltado a pra casa, já que estava a um quarteirão dela, e pq insisti em assistir a aula toda e não falar com ninguém.
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